Luta pela Soberania

 Marcos Coimbra 18/07/2017 Copyleft
Soberania Nacional caracteriza-se pela “manutenção da intangibilidade
da Nação, assegurada a capacidade de autodeterminação e da convivência
com as demais Nações em termos de igualdade de direitos, não aceitando
qualquer forma de intervenção em seus assuntos internos, nem participação
em atos dessa natureza em relação a outras Nações, significando também a
supremacia da ordem jurídica em todo o território nacional”, segundo a doutrina
da Escola Superior de Guerra. De fato, infelizmente, não é o que se
presencia no Brasil de hoje. As decisões são tomadas por imposição da perniciosa
atuação de algumas ONGs, meros instrumentos de ação dos Centros
de Poder Econômico, aos quais denominamos de “donos do mundo”.
Na Amazônia, procede-se à demarcação de terras indígenas, que já
abrangem mais de 12% do território nacional, financiadas por ONGs estrangeiras.
Abre-se a perspectiva de que, em curto prazo, sejam criadas “nações
indígenas”, sob o comando de alienígenas, colocando em risco a Integridade
do Patrimônio Nacional. Iniciativas destinadas a grandes projetos de infraestrutura,
necessários ao desenvolvimento do Brasil são obstadas por ONGs
sob o comando do exterior, que chegam a comandar a política a ser adotada
por órgãos governamentais brasileiros. Ações na área de Segurança são
determinadas por ONGs financiadas do exterior, as quais chegam a traçar as
“políticas de segurança pública”, impondo aos brasileiros um monstrengo de
agressão à autoestima dos “tupiniquins”, denominado de “estatuto do desarmamento”.
É tão radical que traz a mente tristes recordações ocorridas no
passado, como as perpetradas por ditaduras sangrentas na antiga URSS, na
Alemanha, em Cuba, onde ditadores ferozes desarmaram a população, para,
depois, impor um regime de força.
O comum em todos eles é a conivência de um Legislativo incapaz de
agir com autonomia, que se curva a qualquer grito do Executivo, bem como
a cumplicidade de uma mídia amestrada, regiamente paga para servir aos
objetivos dos “donos do mundo”. Existe claramente em ação a estratégia
imposta pelos “donos do mundo”, líderes do sistema financeiro internacional,
para, progressivamente, implementar um governo mundial. As etapas do
processo estão claramente delimitadas. A adoção da “globalização”, nova
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denominação do “neocolonialismo”, partindo dos países centrais para a
periferia, com o domínio da expressão econômica do Poder Nacional, através
da imposição dos ditames dos organismos internacionais: FMI, OMC, Banco
Mundial, BID e outros. Abertura da economia, com eliminação de barreiras
protecionistas, adoção da lei de patentes, inclusive com efeito retroativo, privatização
selvagem, para transferir o patrimônio real das nações menos
desenvolvidas para os detentores do “papel pintado”, controle da inflação,
para garantia do retorno das suas aplicações de capital e outras. O total controle
dos meios de comunicação de massa através da colocação de pessoas
de confiança, da participação via indireta no comando das empresas de jornalismo,
ou emprestando-lhes moeda para mantê-los dependentes ou simplesmente
remunerando regiamente os principais formadores de opinião e
jornalistas famosos, montando a chamada “mídia amestrada”.
Em paralelo, atuam através da criação de inúmeras ONGs, financiadas
pelo exterior, sem qualquer controle, com dirigentes percebendo salários
invejáveis, sem prestar contas a ninguém e com recursos vultosos para colocar
suas mensagens na imprensa, objetivando fabricar a chamada “opinião
publicada”. Falam em nome do povo (sociedade brasileira), sem procuração.
Trabalham incansavelmente para destruir as Instituições Nacionais: Família,
Igreja, Estado, Escola, Empresa. Procuram demolir o Estado Nacional Soberano,
minimizar a importância da Igreja, desmoralizar os princípios e valores
fundamentais da Família, da Escola e da Empresa. Sucateiam as Forças
Armadas, procurando subtrair-lhes quaisquer possibilidades de cumprir suas
missões constitucionais. Tudo isto é feito em vários países simultaneamente,
no mundo inteiro.
A Soberania Nacional corre cada vez mais risco. A ordem jurídica
não é mais respeitada no território nacional. Burocratas de terceiro escalão do
FMI regulam até o volume de investimento área social. Até a famigerada Lei
de Responsabilidade Fiscal foi adotada por imposição do FMI. Os incautos
não perceberam que essa Lei limita as despesas de custeio, justamente para
propiciar superávit fiscal primário, sem incluir o item juros. Por que não criar
também uma Lei de Responsabilidade Social, destinada a limitar o pagamento
dos juros internos e externos, de modo a assegurar recursos para aplicação
na infraestrutura social.
Medidas inaceitáveis como a venda a estrangeiros de parte do território
nacional, bem como autorização para venda de 100% das empresas de
navegação aérea. O Congresso aprova, com o silêncio da imprensa, um ato
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de verdadeira traição à Pátria, a chamada “lei de migração”, que está prestes
a ser apreciada pelo presidente da República. A Sociedade Brasileira espera
que ela seja vetada integralmente.
É a preparação para a entrega do território nacional para os estrangeiros.
É preciso reagir, enquanto é tempo!
O autor é Economista e Professor, Acadêmico Fundador da Academia Brasileira de
Defesa (ABD), Membro do Conselho Diretor do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos
(CEBRES), Assessor Especial da Presidência da Associação dos Diplomados
da Escola Superior de Guerra (ADESG) e autor do livro Brasil Soberano.
Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Página: http://www.brasilsoberano.com.br

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