Perturbadora Esquizofrenia

Economista Marcos Coimbra 25/04/2017

Economista Marcos Coimbra, Professor, Assessor Especial da Presidência da ADESG, Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Acadêmico fundador da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano.

A esquizofrenia caracteriza-se quando comportamentos abertamente desviantes se manifestam em um sistema. O que é válido para qualquer conjunto, seja ele um indivíduo, um país ou o mundo.

Na área internacional, persistem episódios dantescos, abrindo sérios precedentes, capazes de ameaçar todos os países. A guerra civil na Síria, fortemente influenciada por agentes externos, demonstra a crueldade da denominada “guerra híbrida”, responsável pelo trágico massacre de toda uma população inocente, vítima de algozes de todos os lados. O terrorismo indiscriminado atinge de início o Oriente Médio, estendendo-se agora de modo expressivo para a Europa. Alguns países como a Grécia até agora não conseguiram recuperar-se do desastre econômico. Medidas restritivas aos interesses dos trabalhadores estão sendo implementadas.

Presenciamos a reação irada da massa da população atingida por estas duras medidas de contenção, as quais afetam diretamente o Estado de bem-estar social tão duramente alcançado ao longo do tempo.  A indignação se alastra por toda a Europa, pois até direitos adquiridos estão sendo atingidos como aposentadorias e pensões, além, é óbvio, da eliminação de oportunidades de trabalho. As taxas de desemprego atingem valores absurdos principalmente nos mais jovens. Enquanto isto os “donos do mundo” e seus agentes permanecem acumulando riquezas imorais. Bilhões de euros e dólares são “doados” aos grandes e verdadeiros responsáveis pela crise mundial. Será que os detentores do poder político ainda não tiveram a sensibilidade de perceber que estão criando as condições para uma revolta sem precedentes em seus respectivos países? Até quando o combalido dólar persistirá como moeda-padrão no mundo?

Uma contundente denúncia sobre o insidioso papel desestabilizador do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), cujos recursos para fundação da entidade, em 1948, provieram da Fundação John D. Rockefeller, partiu do cardeal Joseph Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano (o renunciante papa Bento XVI). Em uma entrevista à Folha de S. Paulo de 10 de junho de 1997, ele afirmou: “Grande parte dos bispos católicos da América Latina se lamentam comigo do fato de que o Conselho Ecumênico de Igrejas [como o CMI também é conhecido] tem dado grande ajuda a movimentos de subversão, ajuda que talvez tivesse boas intenções, mas que acabou sendo bastante danosa para o Evangelho.”

No Brasil, essa campanha de subversão é permanente. De fato, o CMI tem financiado e promovido diversas iniciativas contra o desenvolvimento e a soberania do País, com ênfase nas questões agrárias, ambientais e indigenistas, além de ser um dos principais promotores das campanhas de desarmamento civil. Entre as ONGs que recebem o seu apoio direto, destacam-se o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), Via Campesina, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e Instituto Socioambiental (ISA). Praticamente cada grande projeto de infraestrutura e logística empreendido no País, nas últimas décadas, tem se defrontado direta ou indiretamente com uma ação de sabotagem do CMI.

Em nosso país, não existem recursos para aplicação na infraestrutura econômico-social (saúde, educação, segurança, energia, transportes, comunicações, ciência e tecnologia), mas eles apareceram milagrosamente para obras ou empreendimentos faraônicos como Olimpíadas, Copa do Mundo etc. Parece que as necessidades coletivas e básicas do povo brasileiro já foram atendidas e agora é hora do circo. A corrupção alcança patamares de pandemia. É difícil achar um órgão, nas três esferas de administração, capaz de passar incólume por uma devassa. E as danosas consequências começam a serem conhecidas.

A União possui dezenas de milhares de cargos de nomeação política para manter a “coalizão presidencialista”, fora outros atrativos, como os 28  ministérios. Imaginem o número adicional de cargos de governadores, congressistas, prefeitos e suas respectivas e inúmeras assessorias. Está sendo costurado um vergonhoso “acordão” envolvendo altas autoridades dos poderes da República para garantir o perdão ao caixa dois, com a utilização de vários artifícios, como a “suspensão da pena”.

Ainda, depois do pedido de vista que adiou a votação da vergonhosa proposta que tipifica crimes por abuso de autoridade, o Senado deve levar o projeto à votação na reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) no dia 26.04. Na reunião será votado o substitutivo do senador Roberto Requião (PMDB-PR) à proposta originalmente apresentada pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL). O substitutivo é a terceira versão da proposta original de Calheiros e estabelece mais de 30 tipos penais, punindo, por exemplo, o juiz que decretar prisão preventiva, busca e apreensão de menor ou outra medida de privação da liberdade em desconformidade com a lei. É mais uma tentativa de anular a operação Lava Jato, preservando a imunidade de dezenas de congressistas indiciados.

Enquanto isto a administração atual continua a tentar aprovar propostas de extrema insensatez como a terceirização, a lei da imigração, reforma previdenciária e reforma trabalhista. É o paroxismo da crueldade e da prepotência. Até quando? A solução será não votar em 2018 em congressista que participar destas ações e eleger candidatos novos, capazes de reverter todas estas medidas absurdas no novo período legislativo.

Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br

Página: http://www.brasilsoberano.com.br

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