Quanto a Industria de Defesa  – Chamem o juiz Moro para ajudar

Vamos usar algum bom-senso. Tania diz que é loucura deixar empresas privadas com o controle de produções estratégicas para emprego militar. Provavelmente tem razão.

Mas olhe a situação do Brasil, a respeito da qual peço a Carlos Ferreira, Weber Figueiredo e outros conhecedores que me corrijam:

1)   quase todas as empresas estatais desse ramo de atividade foram liquidadas ou ficaram reduzidas por falta de verbas suficientes, como de resto, até mesmo nos programas executados por órgãos das FFAA;

2)   as empresas privadas nacionais foram quase todas adquiridas por firmas ligadas aos carteis transnacionais sediados nas principais potências imperialistas e em outras satélites ou aliadas delas, notadamente Israel;

3)   foram realizados investimentos diretos das empresas estrangeiras na área.

Ora, isso é que é loucura, sem falar em que é loucura adicional ter-se deixado fenecer a criação de tecnologia em empresas nacionais em qualquer ramo que seja, dada a política entreguista prevalecente no Brasil, desde 1954. Nem adianta considerar a exceção do governo João Goulart, porque ele não conseguiu reverter o essencial da legislação que assegurou a dominação das transnacionais na indústria.

Alguns de nós até podem preferir a criação de empresas estatais para preencher a brutal lacuna que o País tem em matéria de indústrias indispensáveis à defesa nacional, mas o sistema de poder dominante (que é muito mais do que o PT), devendo-se reconhecer que Lula e Dilma tomaram algumas iniciativas positivas na produção de defesa, após o sucatameno deliberado que o agente do império FHC fez consumar.

Pessoalmente desejo  ter outro tipo de regime e de sistema política no País, sem o que País continuará afundando como vem fazendo, tal como ilustram a falência encaminhada via juros da divida publica e prosseguimento da desnacionalização da indústria e do resto da economia.

Mas, enquanto continua vigendo esse que está aí, parece-me óbvio que a perseguição de Moro e outros às empreiteiras nacionais só faz sentido se orientada pelo objetivo de desmontar os dois últimos redutos de tecnologias estratégicas sob controle de brasileiros: A Petrobrás e as empreiteiras.

Adriano Benayon

É por isso que este mundo é tão perigoso.

Não há critérios, não há controle, não há transparência..

O projeto mais importante e o primeiro que a presidente encaminhou em seu segundo mandato, foi sobre a participação popular na área pública.

Não li, mas dizem que era um projeto um tanto capenga e deve ter servido como um teste para conferir a disposição do Congresso, que sequer o botou em votação – o rejeitou de cara (não valia a pena, portanto, fazer um projeto bem feitinho e bem discutido sem antes testar sua aceitabilidade).

Mas é isso o que nos falta. Democracia representativa é farsa, não é democracia.

Ou há democracia direta, ou esta não existe.

Evidentemente, isso não é coisa que se resolve consultando o travesseiro, e escrevendo um projeto num momento de inspiração. É algo a ser construído e conquistado por etapas.

Acontece que temos perdido anos e anos com coisas e problemas secundários, e não temos enfrentado a questão principal: a participação democrática do povo para construir o país que desejamos.

Tania Jamardo Faillace

Isto é o q acontece no mundo todo, inclusive na China. Existem também claro empresas estatais de Defesa, com por exemplo a Imbel, no caso Brasil.

Abraços,

Nas mãos da Odebrecht, Ferreira?

Deveria estar nas mãos das Forças Armadas, isso sim.

Que loucura, como permitir que uma empresa privada seja controladora de uma tecnologia de uso bélico!

Tania Jamardo Faillace

No caso a avançada tecnologia de mísseis, nacionais puros, veio da aquisição da Mectron, detentora e desenvolvedora de ponta nesta área. Tão brasileirinha quanto a jabuticaba. Já estava quase sendo passada a importante grupo do setor de defesa, estrangeiro, quando a Odebrecht Defesa assumiu seu controle. Hoje é uma das pouquíssimas empresas  no mundo a desenvolver tecnologias no
estado da arte, na área de mísseis, sejam os de defesa e ataque aéreos, superfície-superfície;  anti-navio; anti-radar; bombas com guiamento autônomo de precisão, e outros.
Por favor avisem ao Moro o quanto nossos inimigos devem estar felizes com o “relevante serviço” que está prestando.

Weber Figueiredo da Silva

O engenheiro da foto foi nosso aluno na Engenharia do CEFET-RJ. Vemos a Odebrecht atuando na área de tecnologia e defesa nacional. Chamem o voluntarioso juiz Moro para ajudar a destruí-la mais rapidamente.

Anúncios
Esse post foi publicado em Defesa. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s