As três armas do presidente do BCE, Mario Draghi

15/05/2014 – 15:44:38

Três cenários es estudo para deter a baixa inflação

Milão – Em posição de stand-by da eventualidade de tomada de novas medidas pelo Banco Central Europeu (BCE) para o enfrentamento do risco de deflação na Zona do Euro mantiveram-se os investidores em vista da programada reunião do Conselho Diretor (os Cardeais) do BCE.

Apesar da pequena elevação da inflação mês passado, com base nas estatísticas oficiais, anunciadas pela Agência Européia de Estatística (Eurostaat), de 0,50% para 0,70%, os analistas do mercado avaliam que Mario Draghi, presidente do Banco, postergará para outras reuniões as decisões para ações mais agressivas, destinadas à tonificação do mercado.

Segundo as previsões e outros dados estatísticos já anunciados em dias anteriores, há indícios de crescimento da atividade econômica. Assim, considera-se que o BCE não promoverá ações surpreendentes. Mas estima-se que o Banco perdeu uma valiosa oportunidade no início deste ano para tonificar a atividade econômica, escapando de seu inato conservadorismo institucional e assumindo uma ação preventiva.

Aquisição de títulos

Discursando há alguns dias em uma conferência realizada na Holanda, Draghi forneceu confirmações de que o Conselho Diretor do BCE será igualmente ativo contra a inflação e a deflação. Especificamente, referiu-se a três prováveis cenários sobre a forma com a qual o Banco deterá a queda da inflação e a valorização do euro.

No primeiro cenário prevê-se que o agravamento das perspectivas de médio prazo para a inflação poderá levar o BCE a um amplo programa de aquisições de títulos. O segundo cenário prevê nova redução das taxas de juros e, eventualmente, taxas negativas, o que será executado caso existam tensões no mercados de títulos.

O terceiro cenário prevê a liberação de adicional liquidez de longo prazo pelo BCE aos bancos europeus (programas LTRO) ou a aquisição de empréstimos titulados pelo Banco. Isso ocorrerá se for constatado agravamento no mecanismo de difusão da política monetária.

Sinais contraditórios

O interesse dos investidores esta semana concentrou-se nos outros dois mais importantes bancos centrais do planeta, o Federal Reserve (Fed), dos Estados Unidos, e o Banco da Inglaterra (BOE), do Reino Unido. Importância grande é atribuída ao discurso pronunciado pela presidente do Fed, Janet Yelen, no Congresso norte-americano, sobre as perspectivas da economia do país.

Apesar dos decepcionantes dados já anunciados sobre a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, as estatísticas sobre o desemprego anunciadas foram encorajadoras.

Há indícios também de que a economia britânica permanece em trajetória de recuperação no segundo trimestre. Especificamente, os indicadores de perspectivas, que avalia-se que permanecerão acima do nível 50, embora registre-se sua contínua redução nos últimos meses. Este fato, espera-se, servirá de freio aos planos do BOE para adiamento da política monetária morna.

Entretanto, no sentido oposto funciona a marcha do desemprego na Grã-Bretanha, a qual recuou abaixo do percentual (“limite”) de 7%, considerando que o BOE já anunciou adiamento da liberação de liquidez quando esta meta for atingida.

Maria Segre

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